Testemunho de Julio Martin, ator, sobre o 2º Encontro Nacional de Leigos



Leigos: voluntários de Deus

“Somos voluntários de Deus. Ninguém nos obriga a ter de dar testemunho, a ter de lutar pela gratuidade das ações que fazemos, o que nos dá enorme responsabilidade de em cada momento percebermos que o agir ou não agir, o falar ou calar está nas nossas mãos, depende da nossa liberdade.

É fundamental trabalhar para o bem comum, ter a visão de que somos construtores, a cada momento, em cada dia, em cada ano. A sociedade está sempre em mutação e em cada dia há novos desafios que se apresentam, que implicam que estejamos juntos, lado a lado.”

CNAL

“A Conferência Nacional das Associações de Apostolado dos Leigos (CNAL) é uma estrutura relativamente nova, mas vem na continuidade de outras que já existiram. Sempre houve a vontade de que os leigos se conheçam, que trabalhem em conjunto.

A nova dinâmica, que tem sido implementada pela CNAL, elevou o patamar a outro nível. O encontro que aconteceu o ano passado em Coimbra foi muito importante: estiveram pessoas de todo o país, de variadíssimos movimentos, grupos, associações, caminhos…

Este é o segundo ano e reafirma que este projeto está no bom caminho. É um trabalho que tem continuidade!”

2º Encontro Nacional de Leigos

“Está a ser preparado o encontro do Porto.

Podermos estar juntos, pelo menos um dia no ano, é um momento muito especial. É algo organizado pelos leigos, em diferentes cidades do país e em locais que são da própria cidade, o que é um testemunho que damos à sociedade e à cidade: encontrarmo-nos nos espaços onde todos os outros se encontram para diferentes eventos. E nós encontramo-nos para estarmos juntos e celebrar.

O tema deste ano é sobre recentrar o homem na vida, na cultura, o que é um desafio muito pertinente e muito atual.”

Sentido da vida

“Todos nos inquietamos com o mistério da vida: qual o sentido da nossa vida, da dor, do sofrimento, o que é isto da morte? Sobretudo nós leigos estamos muito em contacto com a realidade do mundo, de certa forma nas fronteiras da Igreja. Estamos em contacto com o que as pessoas sentem, desejam, se inquietam. O que é um enorme desafio para nós.

Encontramos pessoas que não são crente ou crentes de outras religiões e vemos que há um fundo de bondade, de querer construir. Temos de procurar essas pérolas, que às vezes estão separadas, juntá-las com um fio e fazer um colar. É algo que nos é exigido e pedido: estarmos atentos às boas-vontades. E são muitas!”

Júlio Martin, ator