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A PESSOA COMO VALOR ABSOLUTO NA BÍBLIA (4/4)

MENDONÇA, J. Tolentino, A pessoa como Valor Absoluto na Bíblia
in «Communio», Ano XIV, 1997, n.º 1
 
IV. Da Inimizade ao Amor

"Oferecer a outra face" permanece no imaginário da cultura como uma marca tipicamente cristã. Mas a verdade é que a renúncia à vingança e o apelo ao amor dos inimigos, que Jesus anuncia e plenifica (Mt 5,43-48; Lc 6,27-35), está na continuidade do percurso veterotestamentário.

Gianni Barbiero tem um interessante estudo, a propósito do trato ao jumento do inimigo, sobre este fim da vingança e os gestos de paz para com os rivais já na lei judaica.

Analisando os textos de Ex 23,4-5; Dt 22,1-4 e Lv 19,17-18, Barbiero defende que há uma progressão no sentido de estender o amor, primeiramente dedicado só aos familiares e, depois, só aos membros do povo, a todos os homens.
A inimizade distorce a perspetiva sobre o outro. O inimigo, não raras vezes, é espoliado dos direitos fundamentais, ferido na sua dignidade pessoal. Também aqui a Bíblia contorna a ameaça que recai sobre o valor de cada um, pugnando pelo absoluto do amor.

É tudo isto mais claro quando nos firmamos sobre a vida e o destino de Jesus de Nazareth: o amigo dos pecadores que os buscava como o incansável pastor da ovelha perdida, o restaurador das vidas divididas e subjugadas (Lc 14,1-6), o observador capaz de arrancar os zaqueus das margens não é aquele, em cuja missão todas as pessoas se encontram e se veem, porque veem o Pai (Jo 8,19)?

Na comunhão com Deus, a unidade pessoal é recriada. A história não cessa de escutar: "Eis que faço novas todas as coisas." (Ap 21,5)

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