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A PESSOA COMO VALOR ABSOLUTO NA BÍBLIA (1/4) 

MENDONÇA, J. Tolentino, A pessoa como Valor Absoluto na Bíblia
in “Communio”, Ano XIV, 1997, n.º 1

Há um quadro de Escher em que duas mãos se desenham uma à outra. É uma imagem excelente para evocar a interdependência: aquela que a claridade tem da sombra, a que o silêncio mantém com a palavra, a que o amor estabelece entre dois seres, a do homem com a cultura.

Uma das afirmações que estilhaçou a cultura contemporânea (e, por conseguinte, também o homem) a ponto de se dizer que hoje não é mais legítimo falar de cultura, apenas de pós-cultura, foi a de que alguns, entre os seres humanos, eram inumanos. O que o nazismo realizou de forma trágica, e os outros totalitarismos confirmaram dolorosamente ao longo do século, foi essa destruição da pessoa humana enquanto valor absoluto. E depois disso, como nos obriga a perguntar George Steiner, a cultura ainda é possível?

A atualidade de uma reflexão sobre a pessoa humana como valor absoluto, no horizonte da contemporaneidade, confere à Teologia Bíblica responsabilidades acrescidas.

I. A Pessoa Humana, Valor em Risco

O que é próprio da Bíblia não é oferecer uma reflexão teórica dos problemas, mas situá-los, regra geral, no quadro de uma experiência histórica onde vida e fé se conjugam. A Bíblia conta. E só partindo das narrações se pode adivinhar o sentido das suas propostas, vislumbrar o mapa da sabedoria de Deus.

Escolhamos três territórios narrativos que, ao longo da história do Povo de Deus, colocaram em risco o valor da pessoa: a escravidão, a pobreza, a inimizade. E deixemos que a Bíblia (se) conte.