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    © Mário Linhares
“OS VOSSOS NOMES ESTÃO ESCRITOS NO CÉU”: ALEGRAR-SE COMO JESUS
Ir. Marta Heleno, aci
Naquele tempo, o Senhor designou setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.

Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.

Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho.

Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.

Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: 'O Reino de Deus já está próximo de vós.'

Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade, que se pegou aos nossos pés, sacudimos, para vo-lo deixar. No entanto, ficai sabendo que o Reino de Deus já chegou.'»

«Digo-vos: Naquele dia haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade.»

Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome!»

Disse-lhes Ele: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Olhai que vos dou poder para pisar aos pés serpentes e escorpiões e domínio sobre todo o poderio do inimigo; nada vos poderá causar dano.

Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu.» [Lc 10,1-12.17-20] 

O Evangelho de hoje relata o envio dos discípulos, dois a dois (para darem testemunho do Mestre), à grande messe que, por não O reconhecer, não está livre nem experimenta a verdadeira paz.

  • Começo esta oração pedindo a graça de me sentir enviado: com Jesus e como Jesus, o Messias, o Enviado do Pai. A graça de pôr tudo o que sou ao serviço do Reino.

Enviados em pobreza, ao estilo de Jesus, os discípulos experimentam a graça de uma missão “bem sucedida”: “Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome”, exclamam, cheios de júbilo. 

É no seio desta experiência consoladora que o Senhor os convida a MAIS, à verdadeira alegria: «não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu.»

A verdadeira alegria não se prende com momentos ou situações felizes: é uma alegria profunda, que não é do domínio do fazer, mas do ser; é uma alegria duradoura, uma certeza estável que nasce da experiência de ser amado, de ser querido e aceite em qualquer circunstância, sejam quais forem os resultados.

A verdadeira alegria é, no fundo, participação da ALEGRIA PLENA do Filho por fazer sempre a vontade do Pai.

  • Diante do Senhor Jesus, pergunto-me:
    • Como anda a minha alegria? O que é que me alegra? Qual é a base da minha alegria: os “resultados” ou o Amor?
    • Em que momentos ou com que pessoas experimento esta alegria profunda, duradoura, estável?
    • O que me tira a alegria? Que pessoas, que pensamentos, que circunstâncias? 

Termino a oração agradecendo ao Senhor estes momentos de alegria verdadeira e peço-Lhe a graça de me alegrar sempre com o que Ele se alegra.

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