• 230X230 CentroAletti 0006230X230 CentroAletti 0011230X230 CentroAletti 0018
    © Centro Aletti
  • 230X230 CentroAletti 0001230X230 CentroAletti 0004230X230 CentroAletti 0005
    © Centro Aletti
  • 230X230 CentroAletti 0019230X230 CentroAletti 0020230X230 CentroAletti 0021
    © Centro Aletti
OS MISTÉRIOS DA VIDA DE JESUS NAS ESCOLAS DE ESPIRITUALIDADE  (4/5) 

MELO, Luís Rocha e, Os mistérios da vida de Jesus nas escolas de espiritualidade
in «Communio», Ano XIX, 2002, n.º 2, 122-137

III. Os Exercícios de Santo Inácio

Herdeiro da Imitação de Cristo e da espiritualidade do tempo, Inácio de Loyola, instruído pelo Espírito Santo e pelo novo humanismo que assimilou, intuiu a síntese pascal. O Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da vida. Assim, a passagem pela paixão e pela morte, além da contemplação de todos os outros mistérios da sua vida, é sempre referenciada à ressurreição ao longo de todos os Exercícios. Recorde-se apenas, a título de exemplo, a meditação do "Chamamento do Rei temporal que ajuda a contemplar a vida do Rei Eterno" que introduz a segunda semana dos Exercícios: "Quem quiser vir comigo, há de contentar-se em comer como eu... do mesmo modo, há de trabalhar comigo, durante o dia e vigiar, du-rante a noite, para que, depois, tenha parte comigo na vitória, assim como a teve no trabalho... para que seguindo-me na pena, também me siga na glória.” (EE 93 e 95)

Aliás, o acento tónico dos Exercícios está colocado na ressurreição ao longo de todo o percurso: o exercitante é convidado a viver a alegria de Cristo (Jo 15,11), desde o princípio, mas sobretudo na contemplação dos seus mistérios. Essa alegria é pedra angular do discernimento dos espíritos nas quatro semanas e nos tempos de "eleição" (tomada de decisões) da segunda. A consolação, como a entende Inácio, não pode ser outra coisa senão a alegria de Cristo em nós, determinante nos grandes momentos de escolha e decisão. Ela é sintoma do Espírito de Deus e confirma que as decisões serão tomadas de acordo com a sua vontade.

O discernimento dos espíritos que pertence à essência dos Exercícios conserva rigorosamente as caraterísticas da dupla vertente, exegético-dogmática (objetiva) e ascético-espiritual (subjetiva), que a tradição nos legou. A primeira refere-se aos critérios de vida (de vida em plenitude e de felicidade) que dimanam diretamente dos evangelhos e que são os do próprio Jesus: critérios de pobreza, de humildade e de serviço até às humilhações da cruz. Esses vão-se compreendendo e assimilando na contemplação dos mistérios da sua vida e no seu conhecimento interno que o Espírito Santo vai provocando. São confrontados com os de Satanás: critérios de riqueza, de glória pessoal e de soberba do coração (EE 142 e 146), e devidamente separados (discernidos) como o trigo do joio, para que a pessoa se não deixe enganar, dado que o anjo mau se transforma muitas vezes em anjo de luz (EE 322). A segunda vertente refere-se às moções interiores (subjetivas) que se originam no exercitante: "É próprio de Deus e dos seus anjos, em suas moções, dar verdadeira alegria e gozo espiritual, tirando toda a tristeza e perturbação que o inimigo induz.

Deste é próprio combater a alegria e consolação espiritual, trazendo razões aparentes, subtilezas e assíduas falácias." (EE 329) "Só a Deus pertence dar consolação à alma sem causa precedente. É próprio do Criador entrar, sair, excitar moções na alma, trazendo-a toda ao amor de sua divina majestade." (EE 330) Mesmo sem a referir explicitamente, a síntese da Páscoa que se contempla em terceira e quarta semanas está na medula de todo o percurso. Sujeita ao discernimento, por causa das ilusões, a alegria e a paz, enquanto frutos do Espírito Santo (G1 5,22), acabarão por triunfar na alma do contemplativo e tornar-se-ão estado permanente, mesmo com as variantes emotivas próprias do presente. No meio das contradições e sofrimentos deste mundo, quem traz o evangelho para a vida há de experimentar, mais tarde ou mais cedo e em crescendo, a alegria de Cristo. Critério decisivo em todo o percurso espiritual é, portanto, Jesus Cristo ressuscitado que exercita o ofício de consolar (EE 224).

Os Exercícios abrem com um visão do homem perante Deus e perante o universo. A criação é para a Aliança: "O homem é criado para louvar, reverenciar e servir a seu Criador e Senhor." (EE 23) O seu objetivo é a ordenação da própria vida através de escolhas segundo o que mais conduz a pessoa para o fim último da sua existência. A sua pedagogia é a da libertação da liberdade, condicionada por muitos lados, sobretudo pela desordem do pecado e suas consequências, para que o homem se possa decidir segundo a vontade de Deus e sua maior glória. Logo à partida e para saber o fim em vista, pede-se ao exercitante que se faça "indiferente a todas as coisas criadas" (EE 23) para que a vontade de Deus seja por ele sempre preferida. Trata-se de preferência ativa que subordina à vontade de Deus todas as outras preferências e elimina as preferências egoístas. Essas vão aparecer em primeira semana, nas meditações do pecado, para maior conhecimento da desordem do mundo, desde as origens, e da desordem pessoal. Aparece então o Cristo crucificado como revelação da misericórdia de Deus, perante quem se confronta o exercitante: que fiz, que faço, que hei de fazer por Cristo (que assim morreu pelo meu pecado – EE 53)? Seguem-se, nas semanas seguintes, as contemplações dos mistérios da vida de Cristo, desde a encarnação até à ressurreição e ascensão aos céus, como pano de fundo que sustenta a pedagogia da "eleição" (das decisões que deve tomar o seguidor de Jesus).

Uma cristologia

Inácio de Loyola não distingue o Jesus da história do Cristo da glória. São o mesmo. Na sua cristologia, o Ressuscitado – que denomina algumas vezes por "Rei eterno e Senhor universal" ou por "Eterno Senhor de todas as coisas" – é o Jesus de Nazaré que chama os discípulos a seguirem-no. Cavaleiro medieval em evolução para o novo humanismo, vai buscar, como termo de comparação que mobilize o exercitante ao seguimento de seu Senhor, o chamamento de um rei temporal dirigido aos seus súbditos e "considerar que devem responder os bons súbditos a rei tão liberal e humano; e, por conseguinte, se algum não aceitasse a petição de tal rei, quão digno seria de ser vituperado por todo o mundo e tido por perverso cavaleiro" (EE 94). A parábola, inteiramente desatualizada nos nossos dias, tem como finalidade envolver o exercitante com Jesus Cristo e despertar a sua generosidade e as suas capacidades. As energias latentes, algumas desconhecidas, podem ser acordadas por uma rajada de vento tão forte que leve à conclusão: se assim se faz por razões deste mundo, quanto mais não se fará pelo rei eterno. A resposta do súbdito, então, trazida agora para a vida real do exercitante, só pode ser esta: "Eterno Senhor de todas as coisas... eu quero e desejo e é minha determinação deliberada... imitar-vos em passar todas as injúrias e todo o vitupério e toda a pobreza, assim atual como espiritual, se vossa Santíssima Majestade me quiser escolher e receber em tal vida e estado." (EE 98) Trata-se de um Cristo em movimento que caminha pelas aldeias, e de discípulos em movimento que o seguem sem condições.

Nessas contemplações, Jesus Cristo é encarado, desde o início, não apenas em si mesmo, mas sempre como Aquele que chama os seus a que o sigam. Como abertura à segunda semana e como já foi dito, Inácio de Loyola apresenta: "O chamamento do rei temporal que ajuda a contemplar a vida do Rei eterno" (EE 91). A partir daí, o exercitante é introduzido no conhecimento interno do Senhor que "por mim se fez homem" (EE 104) e, portanto, na proximidade e intimidade de quem é como Ele e vive como Ele (EE 93). Depois da contemplação da encarnação, nascimento e vida oculta, já o exercitante apreende suficientemente o Espírito de Jesus (de humildade e pobreza) para o poder confrontar com o espírito do adversário de Deus (Satanás) e preparar, em liberdade, as suas decisões. En¬quanto as faz (processo que pode demorar alguns dias) vai contemplando a vida pública de Jesus (desde o Batismo até Betânia) para maior conhecimento interno de seu Senhor e para mais O amar e seguir. Seguem-se, em terceira semana, a partir da última ceia, as contemplações da paixão onde o exercitante é convidado a "pedir dor, sentimento e confusão, porque por meus pecados, vai o Senhor à paixão" e "dor com Cristo doloroso, quebranto com Cristo quebrantado" (EE 193 e 203); e em quarta semana, as da ressurreição em que se pede "a graça para se alegrar e gozar intensamente de tanta glória e gozo de Cristo, nosso Senhor" (EE 221). A terminar, "Contemplação para alcançar amor" (EE 230-237), como síntese final da quarta semana e de todos os Exercícios.

"Seguimento" e "imitação" são palavras do Novo Testamento. A primeira aplica-se preferencialmente ao Jesus de Nazaré, a segunda ao Cristo da fé. Em Inácio de Loyola não há diferença nenhuma. Seguir, imitar, conhecer, amar e servir são verbos que se conjugam em círculo virtuoso. Perante Jesus Cristo que chama, o discípulo é convidado a conhecer o Mestre para mais o amar e servir e para se tornar participante, com Ele, da missão que o Pai lhe confia: a salvação dos homens. Mais uma vez, esse conhecimento interno que leva o cristão a apaixonar-se por Jesus Cristo e a segui-lo sem condições é dado na contemplação dos mistérios da sua vida. Cada um deles apresenta uma faceta salvífica distinta quando relido à luz da ressurreição e do pentecostes.

Uma pedagogia

A pedagogia inaciana encaminha o exercitante para uma libertação dos condicionamentos da própria liberdade e, por isso, para a melhor escolha, a melhor decisão, a que for de maior serviço e glória de sua divina majestade no rumo que pretende dar à vida, no seguimento de Cristo. Esse há de ser o maior serviço do Rei Eterno. Através da contemplação dos mistérios da vida de Cristo e da pedagogia que ela encerra, a espiritualidade encontra, a partir daqui, uma nova síntese entre a criação e a redenção. Não há incompatibilidade entre estar no mundo e seguir Jesus Cristo e, por isso, não é precisa a "fuga do mundo" como a entendia a Devotio Moderna. Há fuga e separação, sim, dos critérios do mundo, bem postos a claro na "meditação de duas bandeiras" (EE 136-147). Mas essa separação é feita por dentro, a partir dos critérios e do Espírito de Jesus, assimilados na contemplação serena dos mistérios da sua vida. Assim se poderá entender melhor que Jesus peça ao Pai, na sua oração, que não "retire do mundo" os seus discípulos (Jo 17,15), e afirme logo a seguir que "eles não são do mundo como Eu não sou do mundo" (Jo 17,16).

A oração afetiva

Inácio de Loyola herdou da nova espiritualidade a preferência pela oração afetiva, a oração do coração. O acento é posto sobre o gosto interior das coisas contempladas, não tanto sobre o seu conhecimento intelectual. Se se fala em conhecimento, esse é interno; ou seja, descobre-se a unidade entre a inteligência e o coração. Palavras como "gosto", "sabor", "sentimento", "experiência" encontram-se em muitas páginas da literatura espiritual dos sécs. XV e XVI. Pode ser que alguma vez sejam de puro sentimentalismo, mas nem sempre. O afeto desperta-se na relação pessoal eu-tu. Neste caso, é o Cristo presente nos mistérios da sua vida, esse Alguém com quem se pode ter uma relação pessoal e afetiva. Quando Inácio de Loyola diz, nos Exercícios, que "não é o muito saber que farta e satisfaz a alma, mas o sentir e gostar as coisas internamente" (EE 2), está a falar a linguagem do seu tempo. Saboreia-se aquilo que a inteligência apreende do mistério de Cristo, e entende-se inteligentemente aquilo que se saboreia. Quando fala em "conhecimento interno do Senhor" (EE 104), como graça a pedir-se em todas as contemplações da vida de Cristo, Inácio refere-se a um dom espiritual recebido de que o homem "gosta" internamente, por se sentir afetado pela gratuidade de um amor que lhe é dado, e que lhe abre a porta a uma mais profunda penetração do mistério.

Redescobre-se, também, nesta época, a noção de "sentidos espirituais", que se encontra na Escritura: "Saboreai e vede como o Senhor é bom" (SI 34,9), e na tradição anterior (St. Agostinho, Ricardo de S. Victor, S. Tomás de Aquino, S. Boaventura). São sentidos da imaginação que captam intuitivamente a comunicação de Alguém presente, próprios, portanto, da relação interpessoal e se assemelham aos sentidos corporais. Linguagem da contemplação, fazem "saborear", por conaturalidade, a ternura de Cristo, por exemplo, perante a mulher pecadora, "ver" as maravilhas de Deus na pesca milagrosa, ou "sentir" o abraço do Pai ao filho perdido e reencontrado. Sentidos, portanto, interiores, de natureza simultaneamente espiritual e corporal, de tipo intuitivo, exclusivo do amor, que espelham a unidade substancial do ser humano e facultam, sem as mediações da especulação intelectual, o acolhimento e a penetração do mistério que se revela em Jesus Cristo. Inácio de Loyola propõe uma "aplicação de sentidos" em todos os dias dos Exercícios, como quinto exercício de cada dia. Esta designação, um tanto arcaica para nós, não é mais do que a contemplação enquanto simples olhar amoroso ou simplex intuitus veritatis, na descrição de S. Tomás de Aquino. Trata-se de intuição na sintonia do amor sem palavras, gerada pela contemplação feita ao longo do dia. Nela se "vê", se "toca" e se "saboreia" a densidade do mistério contemplado (Jesus Cristo que por mim se fez homem), como dois enamorados que se olham, se entendem, se comunicam e se entregam um ao outro, porque já são um só no amor.

Propõe, além disso, ao exercitante cinco horas de oração por dia e recomenda-lhe que se aparte "de todos os amigos e conhecidos, mudando-se, por exemplo, da casa onde morava e tomando outra casa ou quarto para nele habitar, o mais secretamente que puder" (EE 20). Não é novidade na sua época em que se redescobre também a necessidade de oração interior. Já os franciscanos, movidos pelo desejo de reforma da Igreja, tinham criado casas de retiros e os beneditinos chegaram a fazer, em Valladolid, um voto especial de solidão completa.

A metodologia

O caminho de meditação e contemplação dos mistérios da vida de Cristo necessita, por outro lado, de metodologia. Torna-se difícil, com efeito, perseverar uma hora ou hora e meia em oração, em retiro ou fora dele, se esse exercício não for apoiado por métodos seguros que encaminhem a pessoa e a ensinem a procurar a Deus. O gosto pela oração metódica é caraterística do séc. XV e dos princípios do séc. XVI, e por isso aparecem, pouco a pouco, os manuais de vida interior. A Imitação de Cristo já o era, de alguma forma, mas talvez ainda não suficientemente sistematizado. Era precisa uma pedagogia mais clara e mais incisiva. Luís Barbo, grande reformador do clero e dos religiosos, publica vários tratados, entre os quais um chamado Métodos de oração e de meditação, onde se descrevem três tipos de oração: a vocal, própria de principiantes, a meditação, um tipo mais elevado de oração para os adiantados, e a contemplação, o mais elevado grau de oração a que se chega através da meditação. Espicaçado pelo Papa Eugénio IV, Luís Barbo escreve aos beneditinos de Valladolid para os instruir sobre a oração metódica. Estava lá Garcia de Cisneros que mais tarde escreverá o Ejercitatorio de la vida espiritual. Inácio de Loyola conheceu a metodologia vigente.

A metodologia dos Exercícios não é separável da pedagogia atrás referida, na condução do exercitante para que, livremente, deixe tudo e siga a Jesus Cristo. As contemplações da sua vida não são apenas exercício para afervorar o piedoso orante; são o substrato envolvente de um itinerário que compromete o exercitante na raiz do seu ser. O chamamento de Jesus passa de proposta aceitável a convite irrecusável que lança a pessoa na aventura do Reino e na procura da maior glória de Deus. O exercitante deixa-se envolver, seduzir ou conquistar por Jesus Cristo e entra em relação pessoal com Ele para estar com Ele e ser como Ele (EE 95, 98), e partir com Ele para o que for de maior serviço de sua divina majestade. O discernimento dos espíritos, presente desde o princípio, vai crescendo até à "meditação de duas bandeiras" no quarto dia da segunda semana. Quando se torna clara (tanto quanto possível) a proposta concreta de Cristo, agora internamente conhecido na contemplação dos mistérios da sua vida, o exercitante está preparado para lhe dar uma resposta. A paixão e a ressurreição, presentes também desde o início, reassumem todo o percurso da primeira e segunda semanas e confirmam as opções tomadas.

Cada uma das contemplações dos mistérios da vida de Jesus tem metodologia própria. A pedagogia da oração de um dia dos Exercícios também é específica. A contemplação começa com três preâmbulos intro¬dutórios: um que recorda a história (o episódio da vida de Jesus), outro que propõe uma composição de lugar (exercício de imaginação que situa o exercitante no espaço e no tempo e o leva a estar presente, como protagonista da cena evangélica) e um terceiro que determina o objetivo da contemplação: "Pedir o que quero. Aqui será pedir conhecimento interno do Senhor que, por mim, se fez homem, para que mais o ame e o siga." (EE 104) Seguem-se três ou mais pontos: 1o Ver as pessoas... fazendo-me eu um pobrezinho e escravozinho, olhando-os, contemplando-os e servindo-os em suas necessidades, como se me achasse presente...; 2o Atender, advertir e contemplar o que falam...; 3o Atender e considerar o que fazem... A contemplação termina com um diálogo afetivo com cada uma das personagens contempladas: Jesus, Maria, a Santíssima Trindade.

Note-se que a palavra "contemplação" pode significar inúmeros estados de alma. Inácio de Loyola dá-lhe um significado específico ao propô-la como exercício espiritual (uma contemplação imaginativa das cenas evangélicas, com pouco discurso e muito afeto) que, ao longo do dia se vai aproximando cada vez mais do sentido clássico da contemplação. De facto, o terceiro e quarto exercício de cada dia consistem em repetições do primeiro e do segundo. Não como repetição da matéria dada – a contemplação simplifica-se – mas "reparando e fazendo pausa nos pontos em que tenha sentido maior consolação ou desolação ou maior gosto espiritual" (EE 62 e 118). Aí se escuta, particularmente, a voz de Deus que fala no silêncio e na alegria. O quinto é uma "aplicação dos cinco sentidos", já referida, sobre a contemplação anterior (EE 121).