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NA SINAGOGA DE NAZARÉ

Ir. Marina Santos, aci

“Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado”

Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?». Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.
[Lc 4, 14-30]


O regresso de Jesus a Nazaré, terra onde se tinha criado, parece ser um momento de apresentação do seu “programa de vida”. Jesus vai à sinagoga, onde se encontra com vizinhos e conhecidos de toda a vida, e levanta-se para fazer a leitura. Ao ler o texto do Profeta Isaías, sente-Se plenamente identificado como O enviado de Deus Pai. Ele veio para anunciar a boa nova aos pobres e trazer a cada um aquilo de que mais precisa para ser verdadeiramente livre e feliz: a salvação aos que estão presos a qualquer escravidão, a vista aos que não têm luz e claridade, a liberdade aos oprimidos. Ele veio para proclamar o tempo da graça do Senhor, o tempo em que Deus entra na vida de cada um e a transforma!

Os vizinhos e conhecidos, admiram-se com o que ouvem e ficam cheios de esperança: os milagres que Jesus tinha feito noutros sítios também são para eles! Alguns, porém, duvidam: “não é este o filho de José? Nós conhecemo-lo desde que nasceu! Como é que se proclama Filho de Deus se nós sabemos que o seu pai é José?!” Desconfiam e criam impedimentos para que esta Boa Noticia de Deus chegue até eles.

Jesus reconhece que os seus vizinhos ainda não têm condições para O receber. E acaba por ser frontalmente rejeitado e afastado por eles.

Jesus reage pacificamente àquela tão grande hostilidade: “passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho”. Haveria de chegar, para eles, o momento da Graça.

Ouço as palavras de Jesus, lidas na sinagoga de Nazaré, como sendo ditas para mim: Ele veio libertar-me do que me escraviza, trazer-me a felicidade e a salvação.

• Que impedimentos ponho para receber esta Graça de Deus que quer entrar na minha vida? Duvido? Afasto-a? Rejeito o que Deus me quer oferecer?

Peço a graça da Fé. Peço a graça da Confiança em Deus, na Sua forma de entrar, estar e atuar na minha vida.

Disponho-me a assumir o programa de vida de Jesus: “anunciar a boa nova aos pobres; proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos; restituir a liberdade aos oprimidos; proclamar o ano da graça do Senhor”. Quem são os pobres, os cativos, os cegos, os oprimidos a quem vou proclamar esta Boa Nova?


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