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EU CREIO (2/6)

PEDROSO s.j., Dário
 
2. Creio no Pai, Deus que é Amor

Chamamos à primeira Pessoa divina Pai, origem de todo o amor paternal e maternal. Sabemos que, pelo dom inestimável do Batismo, o Pai de Jesus Se tornou também nosso Pai. Somos seus filhos adotivos e Ele, no seu amor paternal, tem por nós entranhas de bondade e de misericórdia. Jesus é o Filho Único, o Unigénito do Pai, como diz S. Paulo. Mas nós, participando pelo Batismo na morte e ressurreição de Jesus, também passámos a ser filhos. Por isso se começou a dizer que Jesus Cristo é o Primogénito, o primeiro de muitos irmãos e irmãs. Somos filhos e filhas no Filho e temos em Jesus o modelo da nossa filiação.

O Pai enviou o seu Verbo, seu Filho, em carne como a nossa, em tudo igual a nós, exceto no pecado, Verbo que encarnou no seio virginal de Maria pelo poder do Espírito Santo. Mas o “sonho” divino do amor do Pai, ao enviar o seu Verbo, que, depois de encarnado, teve o nome de Jesus, foi remir o mundo pecador e, em Jesus e com Jesus, Vítima oferecida por amor, associar-nos à sua família divina e tornar-Se nosso Pai. A cada um de nós, o Pai afirmou no dia do nosso Batismo e continua a dizer a cada instante criador: “Tu és meu filho (minha filha), em ti ponho todo o meu amor”.

O Pai, que nos ama sem limites, que cuida mais de nós que dos lírios dos campos e das aves dos céus, que nos concede a graça do seu Espírito como dom de sabedoria e de fortaleza, que nos convida, cada dia, para o Banquete sagrado do Corpo e Sangue de Jesus – pois, como Este disse: “O Pai é que vos dará o verdadeiro Pão do Céu” –, está continuamente de braços e coração abertos para nos acolher e fazer festa connosco, realizando em nós os prodígios da sua misericórdia. Deus de festa e de alegria, fonte da beleza e do amor, o Pai vela, cuida, trata de nós com solicitude paternal e Coração de Pai, acolhe-nos com misericórdia infinita, como verdadeiro Pai de filhos pródigos.

O Pai é o Semeador da Palavra divina, Palavra que é o seu Verbo eterno, Palavra que é em nós fonte de vida, de graça, de conversão, de santidade. Essa Palavra que é fonte de vida ajuda-nos a crescer na fé e na santidade, no conhecimento de Deus, uno e trino, e do seu amor. Mas o Pai é também o Agricultor divino que cuida da Videira, que é Jesus, da qual nós somos ramos. Pelo amor que nos tem, o Pai deseja que demos vida e vida em abundância. Pela sua solicitude paternal, o Pai nos poda ou prova para que demos mais fruto. Jesus anuncia o Pai, é o seu rosto terreno, em seu Coração podemos descobrir sempre os rasgos maravilhosos do amor do Pai.

O Pai, que por nosso amor não poupou o Filho Bem-Amado à paixão e à morte, em seu amor de Pai O ressuscita e Lhe dá um nome que está acima de todos os nomes, diante do Qual se dobra todo o joelho no Céu, na terra e nos abismos. O Pai acolheu na glória, sentou à sua direita, concedeu a Jesus Ressuscitado todo o poder e toda a majestade. O Pai glorifica o Filho, pois o Filho também glorificou o Pai, dando a conhecer o seu nome. E Jesus, o Filho por excelência, fez em tudo a vontade do Pai e morreu em pleno ato de abandono, afirmando: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.

A nossa relação com o Pai pode ser mais difícil que com Jesus, pois o Pai não encarnou, é um Deus invisível. Mas à medida que formos, através das palavras de Jesus e da Escritura Santa, conhecendo os matizes diversos do amor do Pai, cresceremos no amor para com Ele, cresceremos na confiança abandonada, cresceremos no diálogo filial, cresceremos na alegria da festa de nos sabermos amados por Ele com carinho e ternura. Ser filho ou filha de Deus Pai deve ser a nossa maior honra, o motivo da nossa alegria, a certeza mais maravilhosa da nossa fé.