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EU CREIO (4/6)

PEDROSO s.j., Dário
 
4. Creio no Espírito Santo, Amor Eterno

A tradição cristã, na sua teologia alicerçada na Sagrada Escritura e nos primeiros autores da Igreja, os Santos Padres dos primeiros séculos, chama ao Espírito Santo o amor eterno que une o Pai e o Filho no seio da vida trinitária. Um autor moderno, dizendo o mesmo de outro modo, chama-Lhe o “beijo eterno de amor entre o Pai e o Filho”. É esse amor que gera a plena comunhão e que faz com que três Pessoas sejam um só Deus. A essência do amor gera comunhão e unidade e a sua atividade divina resulta numa Família trinitária, com três Pessoas, mas um só Deus.

O Espírito Santo, porque Deus verdadeiro, terceira Pessoa da Trindade, é eterno, agiu desde sempre. E ao dar-se a criação do mundo, temo-Lo como fonte de vida, como sopro divino que agiu na criação e deu vida a todas as coisas. A Sagrada Escritura fala d’Ele em quase todos os seus livros. Em Isaías, o Profeta, até se enumeram os seus dons sagrados. Mas, no Novo Testamento, o Espírito é revelado de um modo extraordinário, desde as palavras do Arcanjo Gabriel na saudação a Maria e acerca da Encarnação do Verbo até à sua vinda nas línguas de fogo no dia de Pentecostes, passando por muitas citações e ensinamentos acerca do Espírito, quer nos Evangelhos, quer nos Atos dos Apóstolos, quer em muitas cartas de vários autores sagrados.

É rico o modo simbólico como a Escritura fala do Espírito: é sopro, é vento, é água, é fogo, é fonte, é rio a jorrar dentro do coração do crente. Como é riquíssima a maneira como se tenta comunicar as ações do Espírito: Paráclito do Pai, Sabedoria do Alto, Fogo que purifica, Água que lava e purifica, Mestre interior que ensina as coisas de Deus, Espírito orante que ensina a rezar e que reza em nós. Nos primeiros escritos dos Padres da Igreja já chamavam ao Espírito Alma da Igreja, Força do Alto, elo de comunhão e de unidade. Agindo nos sacramentos, é Ele que batiza, que perdoa, que consagra, que unge, que converte pão e vinho em Corpo e Sangue de Jesus, na celebração da Eucaristia.

Sem Espírito Santo não há santidade, não há fé, não há oração, não se cresce na vida interior, não há virtude, sobretudo caridade autêntica. E os dons do Espírito, que são modos de Ele agir em nós, são ações divinas do Paráclito através da sabedoria, da ciência, da inteligência, do conselho, da fortaleza, da piedade, do temor de Deus. Só o poder da ação do Espírito pode gerar Cristo em nós e identificar-nos cada vez mais com Ele, como é pela ação do Espírito que se pode saborear a Palavra, anunciar o Reino, ser-se uma Igreja purificada, serva e pobre, verdadeiramente evangelizadora.

Pela ação do Espírito, chegam ao interior e à vida do crente os diversos carismas: ensinar, pregar, curar, admoestar, ser construtor de unidade e de comunhão, governar, pastorear, etc. Como foi o Espírito que, ao longo dos séculos, concedeu os carismas aos santos, aos diversos fundadores de Ordens, Congregações, Institutos e Movimentos na Igreja. E o Espírito continua a agir sem cessar no coração e na vida de cada batizado e de cada homem e mulher, querendo conduzir todos para a Verdade que é Cristo e desejando fazer de todos um só Corpo, na diversidade de dons e de vocações, de estilos de vida e de caminhos de oração e de ação apostólica e caritativa.

Crer no Espírito é aderir de alma e coração à terceira Pessoa divina, ao amor eterno entre o Pai e o Filho, Àquele que veio em Pentecostes e que é a alma da Igreja e a alma da nossa alma. Crer no Espírito é essencial para crescer na fé, na esperança e na caridade, para que Ele, agindo em nós, nos dê a sua audácia divina, nos faça amar, nos ensine os caminhos da vida espiritual, gere comunhão e paz, unidade e partilha, nos ilumine os olhos da alma e do coração, nos divinize, nos cristifique.