• 230x230 PGS 1244230x230 PGS 1240230x230 PGS 1257
    © Pedro  Grandão
  • 230x230 FC 0001230x230 FC 0014230x230 FC 0016
    © Filipe Condado
  • 230x230 PGS 0930230x230 PGS 1087230x230 PGS 1247
    © Pedro  Grandão
  • 230x230 PGS 1251230x230 PGS 1253230x230 PGS 1255
    © Pedro  Grandão
  • 230x230 PGS 1262230x230 PGS 1242230x230 PGS 1254
    © Pedro  Grandão
  • 230x230 JAC 0029230x230 JAC 0031230x230 JAC 0027
    © João Amaro Correia
  • 230x230 PGS 1248230x230 PGS 1256230x230 PGS 1250
    © Pedro  Grandão
EU CREIO (6/6)

PEDROSO s.j., Dário

6. Creio na Eucaristia

Fundada pelo Senhor Jesus para continuar a sua missão, fundada sobre o alicerce dos Apóstolos, com a chefia e elo de comunhão de Pedro, o primeiro Papa, Aquele a quem Jesus deu o poder e o serviço da autoridade, a Igreja é santa, una, católica, apostólica. Feita de homens e mulheres frágeis e pecadores mas orientada pelo Espírito que leva a barca de Pedro e ajuda a caminhar na contínua conversão e na missão apostólica. Igreja a quem Jesus prometeu estar sempre presente, Igreja de origem divina, pela Palavra, pelo amor, pelos sacramentos de Jesus, pelo dom do seu sangue e da sua vida. Por isso, creio que as forças do mal e do inferno, de satanás, não vencerão esta Igreja – Esposa, Corpo Místico, Rebanho, Videira, Povo Santo de Deus –, esta Igreja que é hierárquica e que é comunhão.

Igreja que teve vários momentos de origem divina, de nascimento. Primeiro, no Cenáculo, em Quinta-Feira Santa, com a Eucaristia e o sacerdócio, um nascimento sacramental. E a Eucaristia continua cada dia a fazer renascer a Igreja, a dar-lhe vida e santidade, pois Jesus vai santificando, fortalecendo, alimentando. Depois, a Igreja teve um nascimento místico na água e no sangue que brotaram do Coração de Jesus aberto pela lança do soldado. É a nova Eva, a Mãe dos crentes, a Esposa santa que nasce do lado do novo Adão, Jesus Cristo. Finalmente, esta Igreja nasce de um modo pleno e pentecostal, com os Apóstolos a receberem o Espírito Santo, alma da Igreja, no dia de Pentecostes.

Esta Igreja deve ser pobre e humilde, serva dos homens e mulheres, serva da humanidade. Deve imitar Jesus no modo de amar e servir, de ser boa samaritana e cuidar das feridas da humanidade, sobretudo das pessoas que se sentem mais desprotegidas, mais carenciadas, com menos liberdade e menos amor. Mas a Igreja, de sua natureza missionária, tem também que pregar a Palavra, anunciar o Reino, fazer discípulos, ser profeta da Verdade que é Jesus, seu Esposo. Igreja que assume ser instrumento de santificação, pela oração e pelos sacramentos, e que não desiste de rezar, de suplicar pelo mundo, de ajudar à santidade pessoal e comunitária.

A Igreja, que se sente frágil e tentada, precisa de olhar Jesus para conseguir o dom da fidelidade. Precisa de tomar consciência que o seu mal é interior, e só na obediência humilde, na oração mais intensa, na conversão sincera de cada um dos seus membros encontrará caminhos de renovação. Atravessamos uma época difícil, dolorosa. Nestes começos do século XXI, a Igreja continua a ser uma Igreja perseguida e Igreja de mártires. Mas a esperança cristã ensina-nos que o sangue de mártires é semente de cristãos, não só em número mas em santidade. Daí o renovado encanto de ver renascer um espírito e uma vida eclesial mais santa, mais digna, mais evangélica, mais segundo as bem-aventuranças.

Todos nós, os fiéis que pertencemos à Igreja de Jesus Cristo, bispos, sacerdotes, consagrados, leigos e leigas, devemos amar esta Igreja, dedicar-nos a ela de alma e coração, velar por ela, lutar por ela, dar a vida por ela, para que a Igreja consiga dar testemunho heróico de Jesus, vencer a luta contra o mal e contra o pecado que muitas vezes invadem as suas estruturas. Amar assim, viver assim é sentir renascer a vida, a esperança, a beleza do amor que faz a Igreja viver cada vez mais a comunhão trinitária. Igreja que é comunhão viva, que é vida fraterna, que é ícone da Trindade.

Crer na Igreja é viver com encanto o amor à Esposa de Cristo, é também doer no coração quando sentimos os pecados, os males da Igreja, porque a amamos como Mãe e sentimos nossos os seus males, as suas fragilidades, as suas doenças. Porque nos dói que seja desprezada, caluniada, insultada, roubada na sua dignidade e liberdade. Ser filho ou filha da Igreja deve ser a nossa alegria, a nossa honra, o nosso encanto.

 pdf