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EU CREIO (3/6)

PEDROSO s.j., Dário
 
3. Creio em Jesus, Deus e Homem Verdadeiro

Jesus Cristo, o Verbo encarnado no seio virginal de Maria pela ação e poder do Espírito Santo, é uma Pessoa divina, é a segunda Pessoa da Trindade, é o Filho Bem-Amado do Pai. Mas, porque Deus e Homem verdadeiro, tem duas naturezas, ou seja, é verdadeiro Deus e é verdadeiro Homem. Aquele que existe com o Pai e o Espírito desde toda a eternidade em comunhão plena de amor, fez-Se homem para que nós, homens, sejamos “deuses” e vivamos a vida divina. Verdadeiro Deus, igual em santidade, perfeição, poder e glória, igual em amor e doação ao Pai e ao Espírito, pode afirmar: “Eu e o Pai somos Um”. Mas a sua natureza humana fê-lo solidário com toda a humanidade, com o homem todo e com todos os homens e mulheres, em tudo igual a nós, exceto no pecado. A sua perfeição humana e a sua divindade não podiam pecar.

Em certo momento da história, a segunda Pessoa da Trindade, por desígnio trinitário, encarnou e foi verdadeiro Homem, nascido de uma mulher. Foi gerado no seio de Maria, nasceu no presépio em pobreza e humildade, em despojamento, viveu a sua infância, adolescência, vida adulta, como qualquer homem. Trabalhou como carpinteiro, rezou como Filho, amou as Escrituras Santas, foi um contemplativo na vida diária. Sofreu dores, fome e sede, perseguições e calúnias, paixão e morte de Cruz. Comeu e bebeu, teve tentações, exerceu o seu apostolado messiânico com pregações e milagres, com o anúncio das Bem-aventuranças, com o seu amor dedicado aos pobres, aos doentes, aos pecadores, aos marginais.

Jesus é o amor visível aos nossos olhos, vivido, sentido, rezado, sofrido, sempre em comunhão íntima com o Pai, como uma paixão que O dominava, mas também com uma paixão intensa pela humanidade. De facto, Ele é “um amor chamado Jesus”, pois veio da Trindade, onde só se ama e vive em comunhão de amor. E na sua vida terrena só amou a todos e “passou fazendo o bem”. Encanta-se com a beleza da natureza, trabalha como carpinteiro, reza no deserto preparando a sua vida pública, compadece-Se da viúva de Naim que ia sepultar o seu único filho e ressuscita o jovem, sofre com lágrimas a morte de seu amigo Lázaro. Trata as mulheres com dignidade e dá-lhes liberdade e atenção, convida os discípulos a segui-Lo, imitando a sua vida, pegando a cruz cada dia. Encanta-se com a ternura e o rosto das crianças.

Funda a Igreja, deixando nela a sua Palavra, a sua missão, os seus sacramentos, o seu Espírito Santo. Institui a Eucaristia para dar graças ao Pai e Se dar a nós em alimento. Entregou aos apóstolos e seus sucessores o poder de perdoar os pecados e continuar os gestos da sua misericórdia. Enviou a Igreja a batizar, a pregar, a fazer discípulos, a anunciar a Boa Nova do Reino. E, para dar credibilidade à sua ação e porque o seu Coração tinha que ir até ao dom total, morre por nós na morte da ignomínia, feito pecado e maldito na cruz. Mas o Pai O ressuscita e continua Vivo e Glorioso no seio da Trindade e, sacramentalmente, em milhões de sacrários, pedindo a nossa oração e a nossa amizade reparadora.

Disse de Si mesmo que era Bom Pastor e Porta, que era Rei e Luz, que era Caminho, Verdade e Vida. Mas o título que mais O devia tocar por dentro era ser chamado “amigo de pecadores”. E continua a ser amigo de todos, com disponibilidade e generosidade total, com paixão e misericórdia, com atenção e delicadeza, com ternura e encanto. Continua à nossa porta e a bater, desejoso que Lhe abramos o ser e o coração. Continua mendigo de mão estendida a pedir a nossa oração, o nosso amor, o nosso coração. Em mistério insondável, continua a ter sede de nós e da nossa conversão e amizade.