Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP)

1. Carisma

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) tem por finalidade congregar os profissionais da medicina que se afirmam católicos e desejam exercer a sua profissão à luz dos princípios evangélicos. Tem como fim a definição e a difusão de princípios orientadores das atividades ligadas à saúde, à luz da fé cristã, partindo da análise dos problemas que derivam do exercício concreto da medicina, nos quais incide a reflexão e se fundamenta a experiência dos seus associados.

2. Percurso Histórico

Em 1915 realizou-se no Porto a primeira reunião de médicos católicos, com o fim de se organizarem. Passados meses, efetuava-se a primeira assembleia-geral, que elegeu a primeira direção nacional. Foram apresentadas teses pelos Drs. Bentes Castelo Branco, Visconde da Barreira e Pulido Garcia. O presidente eleito foi então o Dr. Melo Breyner.

Os estatutos da A.M.C.P. forma discutidos pela primeira vez na Assembleia Geral da Associação em 11 de abril de 1933 (com publicação no nº3 do Boletim da Acção Católica Portuguesa), e em junho de 1934 foram aprovados por Sua Eminência, o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira – tendo a A.M.C.P. sido integrada como associação auxiliar nos quadros da Acção Católica Portuguesa.

3. Expressão Nacional

Tem âmbito nacional e encontra-se organizada regionalmente em núcleos correspondentes às dioceses portuguesas: Algarve, Aveiro, Coimbra, Évora, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto e Viseu.

4. Expressão Internacional

A associação procura a troca de experiências e o intercâmbio internacional, encontrando-se assegurada a existência do espaço institucional adequado a esse intercâmbio através da inscrição da Associação na Federação Europeia dos Médicos Católicos (FEAMC) e na Federação Internacional das Associações dos Médicos Católicos (FIAMC), com as quais colabora ativamente através da participação nos respetivos órgãos de gestão e da intervenção ativa nos congressos internacionais organizados pelos mesmos.

5. Atividades

A Associação tem por atividades todas as que se lhe afigurarem como adequadas à prossecução dos seus objetivos. As suas direções diocesanas organizam colóquios, palestras, mesas redondas e encontros de estudo e debate, além de um Congresso Nacional bienal.

Para além destas atividades, a A.M.C.P. tem um papel interveniente na sociedade civil, por motu próprio ou sempre que para tal for solicitada, já que tem uma responsabilidade na comunidade onde se insere, contribuindo desta forma para a formação de uma opinião pública esclarecida. Entre os temas para os quais tem tido um contributo meritório, contam-se o planeamento familiar, a inseminação artificial, a eutanásia, o aborto, a educação sexual, etc…

6. Publicações

Trimestralmente publica a revista “Acção Médica”. Esta é publicada ininterruptamente desde 1936.

A implementação desta publicação foi na altura estimulada pela revista “Estudos” dos estudantes católicos de Coimbra, na qual muitos dos associados já colaboravam.

Nas suas páginas estão arquivados muitos milhares de artigos de autores nacionais e estrangeiros, sobre questões doutrinais e práticas e que cobrem um vasto leque de problemas específicos, desde o segredo médico à eutanásia e ao direito de morrer com dignidade, do aborto à humanização dos hospitais, dos deficientes à educação sexual, da contraceção e da regulação da natalidade à experimentação no Homem, das formas artificiais de transmissão da vida à sexualidade humana, do segredo médico à esterilização, da psicologia à história da medicina, etc…

A “Acção Médica” se bem que seja distribuída a todos os sócios, possui um leque de leitores muito mais alargado, já que é possível ser assinante da revista sem fazer parte da Associação.

7. Associados

Podem ser associados todos os médicos portugueses que estejam de acordo com os objetivos e índole da Associação, ou seja, todos aqueles que estiverem dispostos a refletir, à luz do Evangelho, sobre os problemas éticos e morais do exercício da medicina e estejam interessados em encontrar e difundir as respetivas perspetivas.

8. Contactos

Rua de S. Catarina, 521, 4000-452 PORTO
T. +351 222 073 610