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APÓSTOLOS - RELEVÂNCIA DA EXPERIÊNCIA E DO TESTEMUNHO DOS APÓSTOLOS NA TRANSMISSÃO DA FÉ (3/4)

Teresa Messias
(Texto escrito para a CNAL no âmbito do ano da fé * fevereiro 2013)

Transformados pela aparição do Ressuscitado: Jesus é o Cristo!

É sobre o testemunho apostólico das aparições de Cristo ressuscitado aos seus discípulos que se funda a fé eclesial, a fé de cada um de nós. A transformação vivida nesse encontro, como puro dom, capacitou os discípulos para realizarem um enorme ato de reconhecimento e fé: Jesus, antes crucificado e agora conhecido ressuscitado, é o Messias. Vive em estado de ressuscitado por e para nós. Jesus é Deus. Está connosco como recriador, consolador e salvador de tudo o que nos pode afastar de Deus. Desda sua nova condição chama-nos de novo pelo nome: “Maria! Rabbuni” (Jo 20, 16). Chama ao anúncio do Seu acontecimento, da alegria de que é dador em nosso proveito, da consolação que inaugura sobre a Terra. Tal é a fé pascal, a fé que se constitui resposta de adesão já não só ao Jesus pregador e taumaturgo, mas ao Jesus morto e ressuscitado, dador sem medida do Espírito de Deus, o que transforma a história e o seu sentido. Desta fé nasce a Igreja como comunidade dos que acreditam, graças ao testemunho apostólico, no Senhor ressuscitado como Aquele que dá a vida. A vida eterna que consiste em crer que o Pai enviou o Filho para nos amar e em corresponder a esse amor.

A fé discipular pós-pascal torna-se um dom de anúncio apostólico. De chamados passam a exercer o mandato de enviados, a comunicar a notícia deste acontecimento singular na história. O anúncio torna-se não só um gozo mas também um dever: “Ai de mim se eu não evangelizar!” (1 Cor 9, 16) Esta é a fé proposta e transmitida a outros que, ao recebê-la, mesmo sem “ver” corporalmente o Senhor Ressuscitado são tocados interiormente pelo dom da Sua presença graças ao testemunho apostólico. Em nada são privados de glória os que creem sem terem visto como os primeiros apóstolos viram. Porque acreditando “verão” ao seu modo, na medida do dom de Deus. Os evangelhos são bastante claros e insistentes em que a credibilidade para o anúncio e a transmissão da fé vêm apenas do fidelidade ao seguimento de Cristo e à graça que Ele comunica ao aparecer ressuscitado. É a experiência do amor feita pelo discípulo aí que atesta a credibilidade da revelação do amor de Deus e torna a testemunha credível no seu anúncio.

O testemunho apostólico é, por isso, fundamental na vida da Igreja. Ele é fruto da fé e existe em ordem ao anúncio e sua transmissão. Na nossa vida de cristãos todos participamos, à nossa escala, circunstância e situação, desta missão de anúncio. Todos somos chamados por Deus à fé pelo encontro com o Crucificado-Ressuscitado. Todos somos amados e transformados nesse acontecimento, capacitados e mandatados com a missão de transmitir a outros a fé da Igreja e, juntamente, algo do que recebemos em nós mesmos. Sem o adulterar, sem o esconder, sabendo apresentá-lo com a vida, os gestos e as palavras próprias para cada tempo e destinatário, para cada esperança e para cada dor. Com pedagogia e inteligência. Por vezes com uma imensa fraqueza. Por vezes com uma consciência de quase indignidade. Por vezes com um júbilo incontível.