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APÓSTOLOS - RELEVÂNCIA DA EXPERIÊNCIA E DO TESTEMUNHO DOS APÓSTOLOS NA TRANSMISSÃO DA FÉ (2/4)

Teresa Messias
(Texto escrito para a CNAL no âmbito do ano da fé * fevereiro 2013)

A fé como aprendizagem e sabedoria de vida

A fé dos primeiros discípulos contém nas suas raízes a experiência paradigmática de acompanhar o nascimento da vocação missionária do Senhor. Se a fé é experiência de dom e resposta, justamente por isso é um conhecimento a acontecer, uma sabedoria a tomar forma na consciência experimental dos discípulos. Eles não só escutaram as palavras de Cristo e os seus ensinamentos. Não só contemplaram os gestos de Cristo, os seus efeitos e aprenderam critérios e valores para agir e tomar decisões (cf. 1 Jo 1, 1s). Sobretudo partilharam a presença humana-divina do Senhor em tudo aquilo que é comunicação de sabedoria, de vida, osmose vivencial do modo como Ele estava presente à vida: como rezava, comia, falava, etc. Foram tocados pelo mistério da filiação divina, pela ardente e quase escandalosa relação com o Deus Altíssimo que conheceram aquele que é para Jesus Abba, origem e o fundamento de toda a sua experiência vital de fé. Porque Jesus é o iniciador da fé que os discípulos testemunham. Fé no amor recíproco do Pai pelo Filho e de ambos por nós contida no mandato “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12)

Tão importante como o conteúdo é a forma, o modo, a figura. Cristo foi-se impregnando pela comunhão de vida na interioridade dos Apóstolos, deixando-Se conhecer, mostrando que os conhecia personalizadamente, propondo-lhe experiências de vida graduais.

Sem dúvida que as maiores de todas as experiências apostólicas vividas pelos primeiros discípulos foram, porque mais dramáticas, radicais e transformantes, as aparições de Jesus ressuscitado. Só aí se cumpre verdadeiramente o processo discipular, o ensino que deviam receber. Só aí ocorre a plenitude da Revelação de Cristo. É o impacto pessoal e transformante deste encontro com o Ressucitado que os marca e sela com o conhecimento interno do amor salvífico de Deus em Cristo, do seu poder transformador. Eles comprovam em si mesmos que o amor de Cristo vence a morte, o pecado, que recria interiormente aqueles que encontra. Só nesse encontro, na força pneumática que é comunicada por esse encontro – a força do Cristo crucificado e ressuscitado – a fé cristã atinge a sua plenitude.